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O Circo

Quando o circo chegou na cidade
A vazia cidade se povoou
Se coloriu de pinturas antes nunca vistas
E sorriu das piadas do palhaço tao divertidas
A cidade que nao tinha crianças, brincou
E se deixou ser infância até o por do sol
Sob a lona, a cidade se transformou
Uma nova cidade. Que cidade. Quem eu sou?

Depois do circo, a cidade nunca voltou
Os adultos agora vestiam cetins com pó de arroz nas bochechas e vermelho no nariz
Nos bares, o respeitável publico brincava de malabares
E na corda bamba eu vi tu te equilibrares

Mas assim como veio, foi
E quando o circo se foi da cidade
Choveram lágrimas em todas a casas
E as máscaras? E as máscaras?
A lona arrastada pelo caminhão
Que todo tempo então cobrira a alegria
Os adultos criancas agarrados as liras
Não circo, não vá. Não.

Mas todo circo tem
Uma cidade pra estar e outra pra abandonar
É a vida de passar e passar
Levando o riso pra quem quiser tentar
Ser palhaço, ser domador, ou rede de equilibrar

E assim de longe se via o colorido
Que no horizonte sumiu
E eu agora ridículo com essa peruca de anil
Somos outros agora. Uma nova cidade. Quem sou?
Cidade em que o circo passou

Parece que a gente só demonstra profundidade quando se dói.
Como se pessoas felizes fossem superficiais, não?
Então tá. Eu digo que não.

Meu último post aqui foi um daqueles amargos e cheio de reflexões sobre sofrimento, criação e complexos. Daqueles fatalistas em que a gente acha que a tristeza vai nos perseguir vida afora.
Em que a gente aprende, aprende, sofre, aprende mais um pouco, sofre um tanto mais e das lágrimas faz um caderno de aulas de vida.

Aí passou um ano – Porque é assim mesmo. A gente não se dá conta de como o tempo corre.
E o lugar onde estou agora é tão diferente que requer uma reflexão paralela.
Depois de aaaanos de terapia, decidi que azar e sorte são uma questão de olhar. Pronto.

Perder meu pai pra um câncer repentino apenas 2 meses depois de receber a notícia da doença?
Sorte que tivemos tempo pra despedida, pra uma aproximação que só a dor nos trouxe.
Terminar um relacionamento de anos?
Sorte de poder repensar a vida e os objetivos. Objetivos que sempre eram voltados pro Nós e que só então se transformaram em objetivos pessoais.
Entendem?
De resignação ao redirecionamento: Resiliência!
Viu? Com o perdão da simplificação, a vida é complicada na medida em que a gente complica a vida.

Você deve ter começado a ler o texto achando que eu era uma dessas meninas deslumbradas, não? Arrá!! Te peguei nessa.
Querer estar feliz ou já estar feliz não quer dizer não sofrer, mas o que enxergar no sofrimento.
Esses e outros rompimentos me fizeram estar hoje perseguindo meu sonho de cantar profissionalmente: Página profissional no Facebook ( ), agenda crescendo, parcerias, projetos, prêmios e um monte de reconhecimentos que sempre me pareceram tãão distantes.
Shows lotados com a minha banda, a MotherFunky: 200, 300, 400, 700 pessoas! Parecerias lindas com a Vinil 80, Gonzalo Araya e Alexandre França, o ETA Di Light, Teatro Vestiba, a Rádio Urban Sessions, Especial Billie Holiday e por ai indo! Show no palco do Opinião – Quem diria?! 3º lugar no Festival da Canção Francesa! Contrato com Produtora! Atração no Mississippi Delta Blues Festival de Caxias do Sul!

12202339_10153724245062556_1892450062_nUfa!

E se eu decidisse ter raiva do tempo perdido? E se eu decidisse que começar a “carreira” aos 30 anos é perder tempo?
😉

E sobre amar em tempos de recomeço? Depois da cólera?
Acho que nessa mesma onda de resignação e redirecionamento, meu olhar repousou sobre uma das pessoas mais incríveis que atravessou meu caminho e fui capaz de enxergar outra oportunidade de ser feliz. E fui lá ser feliz.
E sou.
Flávio, amor da minha vida, parceiro de dia a dia, companheiro de riso, de choro e de arte. Nunca me senti como me sinto com ele e acho que jamais seria a pessoa apropriada para estar vivendo também essa dadiva não fossem as mudanças: de vida e de olhar.

Ontem passei 6h no Hospital Mãe de Deus entre exames e consultas pra entender dores nas costas e a possível infecção renal que me acometia. E era sim uma pielonefrite ( ) que me daria 3 dias de atestado que me colocou de repouso agora em casa.
Como a última infecção semelhante que tive acabou em internação, ontem eu assustei, chorei e sofri antes de ir ao hospital com medo de não sair mais de lá.
Exagerada sim, sempre, oras. Mas agora com outro olhar. Juro pra vocês que foi um choro diferente.
Chorei porque não queria estar assim tão doente a ponto de me preocupar com a possibilidade de morrer e não viver mais esse momento, e não por não ter feito o que eu sonhava.

Ta?
Então pra não dizer que só choraminguei, que só falei de pedras: Eis as flores e sua profundidade.
Um brinde a reflexão a partir da felicidade. Porque nem só de sala de aulas tortuosas vive o aprendizado.

Beijos pra vocês, meus queridos!

Lembro de ouvir minha mãe me chamando de “Imprestável” quando era criança por conta do meu quarto desorganizado, louça e, casa suja, roupas não lavadas. “Essa guria não serve pra nada, mesmo.” Lembro de ouvir isso por vezes em silêncio, consentindo. Outras vezes com raiva. Outras vezes com tristeza.
Lembro de, na adolescência, querer ser adulta, tentando parecer adulta e pulando etapas na minha vida sexual. Tentando achar valor em ser disponível. Certa de que não era digna de atenção se não assim o fosse.
Me enxergo então, sozinha em casa, amargando mais um encontro sem significado em que me senti desvalorizada e usada, seguindo a lógica de construção de comportamento que me acompanhou vida afora.

Entenda a minha minha mãe como uma personagem que na sua vida pode ter sido seu pai, irmão, professor, tio.. qualquer pessoa, que desavisadamente, bem na época em que você estava sendo moldado para se tornar o que seria no futuro, contribuiu negativamente pra imagem que você tem de si mesmo.
Essa construção penosa da sua imagem vai seguir sendo construída desse jeito torto por toda a adolescência até culminar em uma vida adulta de hábito a rejeição. Você se habitua a se sentir inferior, ser inferior e ser tratada como tal.
A gente aprende quando está crescendo, não as respostas, mas a lógica das respostas. E é a partir dessa lógica que a gente aprende a decidir quando dizer não, sim, quando aproximar, quando afastar, o que interpretar das atitudes das pessoas, quando e para quem se expor, e mais importante do que tudo isso: o que quer pra si.
E me vejo hoje presa em uma lógica de auto rejeição em que ouço meus amigos dizendo que eu sou sensacional, mas sem enxergar isso. Eu almoço com amigas que me contam situações que viveram, suas respostas e só então me dou conta de como suas lógicas são diferentes da minha. Me vejo acumulando, por exemplo, experiências vazias sem significado, com homens que eu não admiro simplesmente pelo fato de achar que são essas as relações que me cabem.
A lógica das respostas se perpetua e as respostas se repetem. De me projetar sem valor, a resposta é a desvalorização.
Me dei conta, portanto, da espiral em que eu vivo, respondo, ressignifico e a ajo, quando estou sem a supervisão de alguém que possa me abrir os olhos. Ou seja, sempre.
Essa é a espiral, por exemplo, que leva uma mulher casar mais de uma vez com homens que lhe agridem. A violência nunca tem justificativa, mas a parcela de responsabilidade de quem vive situações iguais com pessoas diferentes é a de ser o único elo entre elas.

Quisera eu ter um parágrafo agora sobre como se resolve isso tudo. Sobre com a gente pode ser melhor, se dar valor, se enxergar diferente no espelho.
Não tenho. Tenho só a certeza de que a minha maior dor é a de talvez eu nunca aprenda outra lógica que não essa.
Mesmo assim me dei conta da velha máxima da singularidade coletiva. Eu tenho a sorte de ver além da minha dor – Não que isso a diminua. E, organizando meu sentimentos, decidi escrever esse texto, mesmo com medo de me expor.
Escrevi pra mim e pra você. Pode não ser um grande manifesto mas pode lhe ajudar se você estiver se sentindo só, na sua própria dor. Bem, digo que ela não é só sua.

Digo ainda, a você que se identificou com a minha dor, que aceite o ombro do amigo que lhe oferece carinho. Hoje é o dia dele. Chore e deixe que ele lhe faça entender o valor que tem, ao menos essa tarde. Pode ser uma semente no caminho de você se libertar das suas próprias amarras. Talvez o ombro dele lhe ensine uma nova lógica por alguns dias. Talvez apenas seque suas lágrimas. De qualquer forma, vai ajudar. Como eu espero que tenha feito esse texto.

Um domingo de suspiros de esperança a todos.
E um brinde as singularidades coletivas.

E foi o incentivo de uma amiga (a Bibi) que me ajudou a decidir que poderia voltar a escrever.
Não que eu tenha me proibido.
Mas, digamos que alguns momentos da vida prendem a gente.
Prendem o nosso paladar, prendem a nossa sensibilidade…. Prendem.
E eu acho que me soltei.

Essa semana postei no Facebook, que estava começando um novo capítulo da minha vida.
E não sei se escrevi isso na ânsia de querer que esse novo (mal ou bem-dito) capítulo começasse logo, mas posso dizer que algo em mim se desprendeu nos últimos dias.
E quando há desprendimento, há recomeço.

A gente se pendura sempre que não acredita que pode voar. Impressionante.
Se prende a todo tipo de corda porque, qualquer tipo de corda parece te dar mais segurança do que estar solto.

Não garanto que tenha largado totalmente a corda. Mas garanto que ao menos uma mão, já soltei.

Soltei a mão de precisar comer compulsivamente pra compensar um vazio que não se preenche nunca.
Soltei a mão de precisar ser a melhor chefe de todas.
Soltei a mão de precisar estar em um relacionamento afetivo pra ser feliz.
E finalmente estou soltanto dedo a dedo a necessidade de agradar todo mundo.

O processo de se desprender é doloroso.
Pense estar sustentando todo seu corpo apenas pelos braços, sobre um abismo desconhecido, por anos e anos. A dor é tão grande que não pode ser mensurada. E você a suporta até que a dor supera o medo. Tanta dor, mas tanta dor que o medo vai desaparecendo. E então, a cada dedo que você solta, a dor vai diminuindo. E quando não houver nem medo, nem dor, você cai.
E o abismo por ser qualquer coisa, boa ou ruim, mas necessariamente será outra coisa.
Outra corda, outro dor, outro medo.. ou a possibilidade desconhecida de voar, que você nem sabia que tinha.

Eu digo a vocês que tenho esperança de que posso voar. Mas meu medo ainda me prende por alguns dedinhos.
Bem, não estou livre, mas estou no processo.
E o processo já é se soltar.

E é ao me soltar, nesse processo, que escrevo esse post.

Há um ano perdi meu avô, desisti de um mestrado, deixei de ser vegetariana, voltei a namorar, virei gerente. E tamanha foi a chacoalhada, que me agarrei a tudo que me desse segurança.
Me pendurei.

Precisei de um ano pra repensar.
Repensar o conforto de “comer” a minha tranquilidade, quilo a quilo, todos os dias. Substituindo o vazio por peso.
Repensar um namoro, que mesmo lindo, precisava ser repensado.
Repensar meu trabalho e minha relação entre mim e minha realização profissional.
Repensar o medo, enfrentar o medo e compará-lo a dor.

Não vou concluir esse texto com uma dica, ou um brinde como sempre faço.
Até porque é do SEMPRE que eu quero me desprender.
Mas vou sugerir um reflexão.
Acho que todo mundo tem uma corda de segurança, e as vezes precisa de uma vida inteira pra decidir se desprender. Ou pior, nunca nem mesmo reflete a repeito de estar preso/pendurado.
E é muito triste  viver com medo. E não falo do medo saudável que a gente tem de cobras ou atravessar a rua no sinal vermelho. Não. Falo do medo de viver solto.

Por isso, por uma vida com menos cordas, SOLTEMO-NOS! =D

Eu vou seguir no meu processo e desejo lindos processos a vocês!

Beijos a todos!
Camila

Sabes que a relação que a gente tem com as pessoas, por melhor que seja, não as deixa imune a não serem queridas pelos outros. Pois é. E bem como o contrário.
As vezes a gente se incomoda com alguém, briga, xinga e vai embora certo de que o mundo vai conspirar pr’aquela pessoa se F&*$*…. mas nem sempre.
Aí aquela pessoa segue uma vida de sucessos e a gente se pergunta como aquilo é possível.
Como é que se aqui se faz e aqui, mesmo, se paga, essa pessoa com quem briguei, pela qual chorei, a qual xinguei… é assim tão feliz?
E tem aquela pessoa que a gente ama. Ama mesmo, de paixão. Pessoa doce, companheira, que zela pela relação que tem contigo. Que está sempre disponível, sempre com uma palavra legal na ponta da língua pra ti. Ou nem isso, aquele cara legal, animado, que sempre está de alto astral e sempre te deixa melhor.
Essa pessoa vai sofrer na vida. Parece injusto, mas ela vai sofrer. E as vezes, beeem mais do que tu achavas ser merecido àquela primeira pessoa com quem tu brigaste.

E aí têm as relações. A dinâmica das relações que nos antecedem. As relações dos nossos pais, dos nossos avós, deles com nossos irmãos, tios, e entre si, por exemplo.
Digamos que você goste muito de um tio, mas seu primo, filho dele, não pode nem ver ele pintado.
Pra você é uma surpresa saber disso. Afinal, se for pensar no quanto ele foi bom pra ti, e como ele era legal, não faz sentido alguém não gostar dele.
Quantos de nós têm reclamações com os pais que ninguém mais tem?
Quantos amam os avós sem entender porque nosso pais brigam com eles?

Perdi meu avô esses dias. Dia 23 agora faz um mês. Estou bem abalada e não consigo dizer quando me recuperarei.
Ele é uma referência de ser humano pra mim e um exemplo de índole, amor e justiça.
Me criou junto com a minha vó, que como minha mãe, também me deixou muita saudade quando partiu.
Pessoas paras as quais nem 50000 palavras que eu escrevesse descreveria o quão importante eram.
Quem me conhece sabe o que meus avós eram pra mim.

A questão é que, depois que meu avô morreu, várias coisas aconteceram pra mostrar que era essa a relação que EU tinha com ele e com eles, meus avós. Que essa MINHA relação com eles não foi molde nem espelho pras relações que outras pessoas tiveram com eles.
Com os filhos foi diferente… com outros netos… talvez com amigos e outros parentes.
Não digo que não eram benquistos, beem pelo contrário, eram rodeados de amor, mas cada relação com um tamanho de amor específico.

Dinâmicas bem diferente da que eu tive como eles.

Você deve estar lendo esse texto e pensando que a minha idéia inicial era falar sobre as relações.
Na verdade, o texto é, enfim, sobre o tamanho das coisas: De como relativizar o tamanho de cada coisa a partir das dinâmicas que as pessoas desenvolvem com ela, para ela, e que a coisa desenvolve com as pessoas.

Uma criança não sabe o tamanho do mundo e não tem noção da sua pequeneza. E mesmo que tudo seja grande para ela, não é maior porque ela se entende como extensão do seu pai, da sua mãe.
E mesmo que esses pais tenham 1.50m, eles são como Golias aos olhos de seus filhos. E os filhos, de mãos dadas com esses gigantes, pais e mães, vêem o mundo pequenininho. Sem medo.
Aí esses pequenos Davis crescem pra entender que seus pais não eram Golias, e que agora mesmo crescidos, nem eles serão… Não até darem as mãos aos seus filhos e se tornarem enoormes aos olhos deles.

O tamanho da gente ‘tá no olho de quem nos vê.
A grandeza de que a gente ama ‘tá nos nossos olhos.
E a pequeneza de quem a gente não gosta, é a gente que carrega.

Por isso as vezes o mundo não parece tão justo. Porque até o tamanho da justiça muda dependendo de quem vê.

Por isso a gente tem que sempre prezar por fazer a nossa parte na justiça que a gente acredita que deve ser feita, principalmente no que tange as maiores pessoas que a gente conhece.
A gente tem que sempre mostrar o tamanho que as pessoas que a gente ama têm dentro do coração da gente. Aí, pelo menos a gente garante um pedacinho da justiça que tem que ser feita.

Meus avós, pra mim, vão sempre ser grandes, grandes, enormes. Dentro de mim. E essa é minha homenagem a eles. As maiores pessoas que já conheci.
Justiça seja feita. =D

Gurizada, eu estou fazendo mestrado. Em adminstração.
Essa informação pode ter mil significados pra vocês: Pode significar uma coisa que vocês jamais fariam ou uma coisa que vocês, até, já tenham feito.
Ou ainda, uma coisa que vocês jamais imaginavam que EU faria.
Verdade… Entendo isso.
Cês tem toooda condição de estarem se perguntando: “Mas essa menina não estudava jornalismo?”, “Tem uma página no blog que chama “musicista”. O que esse mestrado tem a ver com música?”, “Só porque ela trabalha em um banco ela acha que pode sair por aí estudando adminstração?”
Pois então.
Não posso me dizer uma pessoa com foco na vida. (Pra começar, eu tenho 1,5 graus de astigmatismo e se as coisas estiverem a menos ou a mais de um metro de distância elas ficam beeem embaçadinhas…)

O caso são as palavras “jornalismo”, “Música” e “Banco’ praticamente na mesma frase, falando de uma pessoa só, ali em cima … Se é que vocês acompanharam o raciocínio.

Digamos que eu sou uma pessoa bem pouco comprometida com planejamento de vida. Eu vou com o fluxo. E seeempre foi assim.
Vou aproveitando as oportunidades que aparecem da forma como posso e da forma que acho que me fará bem.
E adbicando de umas coisas aqui e comemorando outras ali, eu até que já fui longe. =D
Não vou falar da minha falta de talento pra ser feliz e como eu curto me arrepender e me culpar porque isso dá outro post. Mas vale falar, já que tem muita gente que me conhece bem lendo o posto e eu não quero pagar de hipócrita! hehehe

Well, entrar no mestrado foi uma decisão de última hora, e essa decisão veio da decisão de fazer pós em gestão. E isso veio do fato de eu ter sido promovida na Caixa. O que só aconteceu porque eu trabalho na Caixa. Que só foi possível porque eu resolvi fazer concursos antes de começar a faculdade. Que também eu só fiz pra poder ter meu dinheirinho, já que eu queria trabalhar e não tinha experiência. Experiência que eu acumulei porque no colégio eu me preocupei muito mais com as equipes de esportes e com o grêmio que colégio do que com eventuais estágios. E isso porque eu sempre fui uma amante de atividades coletivas e colegiais de todas as naturezas.
Ufa!
Fiquei sem ar.
Mas acho que deu pre entender, né?
É como se eu tivesse rolado ladeira abaixo, mudando de direção e caminho a medida que os obstáculos ou os novos caminhos apareciam.

Mas “A” questão (e essa é a razão do post) é que a maioria das coisas que eu escolhi fazer da ladeira, eu consegui fazer sem muito esforço:
Na faculdade eu fui indo e indo e indo e fui.
E no colégio também sempre fui indo e indo.
E Pra passar no concurso da Caixa eu estudei e fui e vou.
E Na Caixa a gente vai aprendendo e aprendendo e logo a gente sabe e sabe.
E então o mestrado? Mesma coisa, indo, indo… #NOT!
Really, really #NOT! – Com o perdão da ironia!!

Pela primeira vez na minha vida, o nível de exigência com a escolha que eu fiz me mostrou a responsabilidade de “Escolher”.
Desde o primeiro dia da disciplina de Teorias Organizacionais até o fim e hoje, principalmente – em que tomei uma mijada APOTEÓTICA de uma professora que me explicou o que significa LER UM TEXTO e DIZER QUE LEU UM TEXTO – eu estou sacando.
“Você fez uma leitura apressada! Na sua época eu levava OITO horas pra ler um texto como esse! E esse é fácil! Oito horas, não meia hora.”
Hoje, Eu saquei.

Pensem. São 28 anos de vida e SÓ AGORA eu saquei (ou pode-se dizer que eu estou sacando) que a vida não é um morango.
É como um sinal, depois de muitos que tive na vida pra me mostrar que eu tenho que me comprometer com as coisas.
Na faculdade, na academia, na auto escola… eu realmente não tive talento pra me comprometer com as coisas por um longo prazo ou com profundidade.
Já reclamei ser DDA ou TDAH ou XYZ… whatever, mas não sou. Era preguiça de admitir que me problema é comprometimento.
Já reclamei não ser interessada. Mas o que dizer das aulas de violão, corais e bandas das quais desisti? A desculpa do interesse não se aplica. Era preguiça de ensaiar, mesmo.
E agora eu estava reclamando do meu contexto. “Pois é, eu acabei um namoro, meu avô estava doente e eu nunca fui muito dada às leituras teóricas… por iso não me comprometi com as leituras do mestrado… e por isso agora está foooda de acompanhar… e por isso talvez eu desista.”

E da mesma forma que eu quase tomei ritalina e larguei as bandas: eu quaaaase desisto disso também.
E hoje, finalmente me sinto diferente.
Me sinto motivada. Eu não sou a pessoa mais inteligente do mundo, mas não sirvo pra burra. E seguindo essa lógica, vou aceitar ler um texto em oito horas, HOJE pra AMANHÃ poder lê-lo em meia hora. =D

Mais positiva do que nunca, eu vou fazer disso a limonada mais doce!
Vou me esforçar,a aceitar minhas limitações e começar a competir comigo mesma. Até porque, se eu ganhar, fui longe!
Claro que eu sou uma procrastinadora também. E isso é um problema, também. Mas aí a gente se fala em outra sessão de terapia.

E relendo o que escrevi agora, me dei conta de que nem com o blog eu estava me comprometendo, mais.
Viram? Mais um motivo pra rever meus conceitos.
É tempo de mudança. De crescimento… E sem balelas: Assumir a responsabilidade do que eu assumo!

Agora vocês cão ter que me desculpar, mas eu tenho Rizomas do Deleuse pra entender. Comprometidamente. =D
Vejo vocês em breve.
E um brinde a responsabilidade.
Num oferecimento: “Pilulas de Maturidade” – Se você está no mestrado, tome sem moderação.
Rá!

Beijos e boa semana a todos.

Gente, eu preciso desabafar!
Eu ando me surpreendendo repetidamente ultimamente com a mesma coisa: a previsibilidade da minha vida.
Você deve estar se perguntando se eu virei clarividente e se comecei a antever meu futuro.
Não.
Minha bola de cristal so sintoniza a Globo, mesmo.
O que tem me assustado é a esse sensação, que de vez em quando a gente tem, de não estar no controle da própria vida.
Essa história de destino, sabe?
Pois então.

Primeiro foi quando eu decidi que iria num retiro budista.
Aí tem a tal da Lei de Causa e Efeito, que funciona quase que como uma justiça divina, equilibrando o mundo e a energia dele, fazendo com que você experimente os frutos de tudo que faz, de bom ou de ruim.
Quando a Lama explicou isso, me pareceu legal, afinal pagar por uma coisa ruim, ou ganhar por uma coisa boa, parece justo.
Incrível são as congruências. Tá lá uma pessoa que tem que pagar por uma merda apoteótica que ela fez há 10 vidas. Aí ela tá a ponto de ser atropelada por uma carreta e você atravessa. Aí ela morre e você se só machuca – o seu karma era menor. O cara que estava dirigindo também tinha um karma. E aparentemente o karma dele direcionou-o para bater na galera e isso vai gerar um outro carma pra ele que talvez na outra vida talvez o atropele.
E a gente acha que está no controle da vida.

Ai vem o horóscopo.
Como se já não bastase estar terminar um namoro depois de horas e horas de DR (Discutindo a Relação), meu ex-namorado me aparece com um livro do signo de Aquário pra que eu entenda que não é culpa dele ser desapegado.
A culpa é do cosmos…
E eu mesmo sendo uma pessoa preza sua independência, tamanha a influência da situação, fui até a casa de Peixes pra saber o que acontecia comigo. E lá estava,

“Terça, 14 de Fevereiro de 2012
Nos próximos sete dias você concluirá um importante ciclo de vida, pisciano. Hora de deixar para trás velhos padrões e de refletir sobre o que limita sua singularidade. Momento de libertação do passado, a fim de um futuro mais afinado com a sua essência.”
Humm… Fim de namoro, começo de mestrado…

E eu que achava que estava no controle da minha vida.

E pra reafirmar isso aí, me vem a Dani, colega da Faculdade, na formatura da Carol, nesse domingo, me perguntar minha data de nascimento.
– NO teu aniversário, vai começar teu ano 1. – Diz ela. – Fim de ciclo, recomeço…
É… eu realmente achei estava no controle da minha vida..

Rá.

Parece que o Dharma preveu que tu tens uma hora e um dia certos de nascer, e que por isso tu vais ser regido pelo signo e pelo ascendente – numerologia e tarô a vida toda – pra fazer valer a lei do Karma, de Causa e Efeito.
Pegadinha do Destino, né?!
Se é que tem um Deus e ele é essa coisa toda, a gente ta de marionete pra ele, né?!
– Ô tchê, será que dá pra largar o brinquedo aí, hein!?
Assustador.

Gosto de saber que eu sou responsável pelo que eu faço, mas me confesso resignada.
Eu parei de comer carne pra poder dormir sabendo que eu me responsabilizava pelo que eu consumo. Mas e se de acordo com a soma das letras do meu nome já não era pra ser isso mesmo?

Afe.

E tem isso aí de terminar namoro também. As pessoas são cíclicas e assim são as relações. Por isso mesmo que mudem, as pessoas OU as relações: Uma hora voltam ao início do ciclo. Terminamos o Rafa e eu porque o nosso ciclo não nos faz bem. E essa previsibilidade já devia estar no nosso mapa astral e a gente nem tinha notado.

Vocês vejam… E todo mundo pensa que está no controle da própria vida…

Então, está.
Ok, destino. Eu aceito a premeditação. Vou me deixar levar por ti e no resto do tempo eu vou pra praia.

Bom Carnaval, Galera!!! E não se assustem com as ondas, engarrafamentos ou preços absurdos. Façam o que vou fazer: Horóscopo, cor do dia e site da Aparecida Liberato.
Dá-lhe! Não tem erro!

=D

Beijos a todos!